"O melhor da gastronomia embalado para viagem."

... Cozinhar é também fazer poesia. É abrir ouvidos, olhos, boca e nariz para perceber o que faz sentido entre temperos e medidas. É entrar neste estado de coisas latentes e cavar o silêncio....
Juliana Venturelli

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Produtos e sugestões de uso




 



 





 





 





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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Higienização das mãos

Como lavar as mãos?
• A lavagem das mãos deve durar mais de 20 segundos;
• Molhar as mãos com água;
• Aplicar a solução para cobrir todas as superfícies das mãos;
• Esfregar as palmas das mãos uma nas outra;
• Palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados e vice-versa;
• Palma com palma com os dedos entrelaçados;
• Parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados;
• Esfregar o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa;
• Esfregar rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa;
• Enxaguar as mãos com água;
• Secar as mãos com o papel descartável;
• Utilizar o papel descartável para abrir a porta


Desperdicio de alimentos e agroindustria


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Efeito conserva - conservas decorativas




Sempre achei as conservas altamente decorativas...
Pelo jeito não sou a única.
Encontrei este programa da Ana Maria Braga sobre como fazer conservas decorativas e achei super interessante.
Uma boa forma de ganha dinheiro também.
Espero que gostem..

Pectina cítrica


DESCRIÇÃO
A pectina é um  colóide natural,  encontrado em todas as frutas, em maior ou menor quantidade, e em alguns
tipos  de  raízes,  tubérculos  e outros  do  reino  vegetal.  Foi  um  francês,  o  Sr.  Braconnot,  que descobriu esta substância em 1825, batizando-a de  “pectina”, que vem do grego Pektos  (rígido, firme), fazendo alusão à suacaracterística básica, que é dar consistência/ gelificar.
Pectina Citríca possui um alto grau de metoxilação, e rápida gelificação, padronizada com açúcar. Produzida à partir da casca de frutas cítricas.



Diversas frutas são ricas em pectina como: maracujá, laranja e limão (casca). Na maçã encontra-se na polpa.


PROPRIEDADES

Apresenta  como benefícios  a  formação de  géis  de excelente  textura, transparência  e  liberação  de  sabor.
Permite distribuição uniforme de pedaços de fruta devido a gelificação rápida.
Utilizada na fabricação de doces em barra e geléias, especialmente no caso de frutas pobres em pectina.


A Pectina Cítrica é uma fibra solúvel facilita a digestão de gorduras e proteínas, ajuda a regular a absorção de açúcares, diminuindo a sensação de fome e o armazenamento de gorduras.

INDICAÇÃO

Para produtos alimentícios e farmacêuticos, são eles: geléias, conservas onde se deseja suspensão uniforme
dos pedaços de fruta, sorvetes, sucos de frutas, recheios de chocolate e medicamentos.

CONCENTRAÇÃO RECOMENDADA
Em  geral  recomenda-se uma dosagem  de 0,3  –  0,5%  em  geléias  e  conservas.  A  dosagem  ótima para
aplicações específicas depende do pH e dos sólidos solúveis.

fonte: http://www.farmacam.com.br/monografias/pectinafarmacam.pdf

domingo, 16 de outubro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Cozinhar é feitiçaria, alquimia...


"Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado"

                                                                                             Rubens alves

Retirado do blog: http://tertuliadereceitas.blogspot.com/2010/09/cozinhar-e-feiticaria-alquimia.html

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Poema devorando o Mundo - James Tipton

... Deixo com vocês uma parte do poema “Devorando o Mundo”, de James Tipton.
Esta versão aí de baixo foi publicada, traduzida, no livro Afrodite, da Isabel Allende. Acho muito apropriado para o tema de hoje. Cozinhar é também devoção, entrega e amor.
 
boca.jpg


Devorando o mundo
“Nasci com a boca aberta…

entrando neste mundo suculento

de pêssegos e limões e sol maduro

e esta rosada e secreta carne de mulher;

este mundo onde a ceia está

no hálito do deserto sutil

nas espécies do mar distante

que flutuam no sonho tarde da noite.
Nasci em alguma parte entre

o cérebro e a romã

saboreando as texturas deliciosas

de cabelo e mãos e olhos,

nasci do cozido do coração,

do leito infinito, para caminhar

sobre esta terra infinita.
Quero alimentar-te com as flores de gelo

desta janela de inverno,

dos aromas de muitas sopas,

do perfume de velas sagradas

que por esta casa de cedro me persegue.

Quero alimentar-te com a lavanda

que se desprende de certos poemas,

e da canela de maçãs assando,

e do prazer simples que vemos

no céu quando nos apaixonamos.

Quero alimentar-te com a terra acre

onde colhi alhos,

quero alimentar-te de memórias

surgindo dos troncos de álamo

quando os parto

e da fumaça de pinhões

que se junta em torno da casa em uma noite quieta,

e dos crisântemos na porta da cozinha (…)”

http://www.guloseima.net/2009/04/07/cozinha-e-letras/

Imagem copiada do site : http://desencaixe.wordpress.com/2007/03/04/comer/bocajpg/

Texto de Rubem alves sobre comer e cozinhar...

A festa de Babette
                           Rubem Alves



                                                                       
                                                                                     
Um dos meus prazeres é passear pela feira. Vou para comprar. Olhos compradores são olhos caçadores: vão em busca de caça, coisas específicas para o almoço e a janta. Procuram. O que deve ser comprado está na listinha. Olhos caçadores não param sobre o que não está escrito nela. Mas não vou só para comprar. Alterno o olhar caçador com o olhar vagabundo. O olhar vagabundo não procura nada. Ele vai passeando sobre as coisas. O olhar vagabundo tem prazer nas coisas que não vão ser compradas e não vão ser comidas. O olhar caçador está a serviço da boca. Olham para a boca comer. Mas o olhar vagabundo, é ele que come. A gente fala: comer com os olhos. é verdade. Os olhos vagabundos são aqueles que comem o que vêem. E sentem prazer. A Adélia diz que Deus a castiga de vez em quando, tirando-lhe a poesia. Ela explica dizendo que fica sem poesia quando seus olhos, olhando para uma pedra, vêem uma pedra. Na feira é possível ir com olhos poéticos e com olhos não poéticos. Os olhos não poéticos vêem as coisas que serão comidas. Olham para as cebolas e pensam em molhos. Os olhos poéticos olham para as cebolas e pensam em outras coisas. Como o caso daquela paciente minha que, numa tarde igual a todas as outras, ao cortar uma cebola viu na cebola cortada coisas que nunca tinha visto. A cebola cortada lhe apareceu, repentinamente, como o vitral redondo de catedral. Pediu o meu auxílio. Pensou que estava ficando louca. Eu a tranqüilizei dizendo que o que ela pensava ser loucura nada mais era que um surto de poesia. Para confirmar o meu diagnóstico lembrei-lhe o poema de Pablo Neruda "A Cebola", em que ele fala dela como "rosa d'água com escamas de cristal". Depois de ler o poema do Neruda uma cebola nunca será a mesma coisa. Ando assim pela feira poetizando, vendo nas coisas que estão expostas nas bancas realidades assombrosas, incompreensíveis, maravilhosas. Pessoas há que, para terem experiências místicas, fazem longas peregrinações para lugares onde, segundo relatos de outros, algum anjo ou ser do outro mundo apareceu. Quando quero ter experiências místicas eu vou à feira. Cebolas, tomates, pimentões, uvas, caquis e bananas me assombram mais que anjos azuis e espíritos luminosos. Entidades encantadas. Seres de um outro mundo. Interrompem a mesmice do meu cotidiano.

Pimentões, brilhantes, lisos, vermelhos, amarelos e verdes. Ainda hei de decorar uma árvore de Natal com pimentões. Nabos brancos, redondos, outros obscenamente compridos. Lembro-me de uma crônica da querida e inspirada Hilda Hilst que escandalizou os delicados: ela ia pela feira poetizando eroticamente sobre nabos e pepinos. Escandalizou porque ela disse o que todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer. Roxas berinjelas, cenouras amarelas, tomates redondos e vermelhos, morangas gomosas, salsinhas repicadas a tesourinha, cebolinhas, canudos ocos, bananas compridas e amarelas, caquis redondos e carnudos (sobre eles o Heládio Brito escreveu um poema tão gostoso quanto eles mesmos), mamões, úteros grávidos por dentro, laranjas alaranjadas (um gomo de laranja é um assombro, o suco guardado em milhares de garrafinhas transparentes), cocos duros e sisudos, pêssegos, perfume de jasmim do imperador, cachos de uvas, delicadas obras de arte, morangos vermelhos, frutinhas que se comem à beira do abismo... Minha caminhada me leva dos vegetais às carnes: lingüiças, costelas defumadas, carne de sol, galinhas, codornizes, bacalhau, peixes de todos os tipos, camarões, lagostas. Os vegetarianos estremecem. Compreendo, porque na alma eu também sou vegetariano. Fosse eu rei decretaria que no meu reino nenhum bicho seria morto para nosso prazer gastronômico. Mas rei não sou. Os bichos já foram mortos contra a minha vontade. Nada posso fazer para trazê-los de volta à vida. Assim, dou-lhes minha maior prova de amor: transformo-os em deleite culinário para que continuem a viver no meu corpo. De alguma maneira vivem em mim todas as coisas que comi. Sobre isso sabia muito bem o genial pintor Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), que pintava os rostos das pessoas com os legumes, frutas e animais que se encontram nas bancas da feira. (Dê-se o prazer de ver as telas de Arcimboldo. Nas livrarias, coleção Taschen, mais ou menos quinze reais).

Meus pensamentos começam a teologar. Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária.

Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar. Faz uns anos comecei a convidar alguns amigos para cozinharmos juntos, uma vez por semana. Eles chegavam lá pelas seis horas (acontecia na casa antiga onde hoje está o restaurante Dali). Cada noite um era o mestre cuca, escolhia o prato e dava as ordens. Os outros obedeciam alegremente. E aí começávamos a fazer as coisas comuns preliminares a cozinhar e comer: lavar, descascar, cortar — enquanto íamos ouvindo música, conversando, rindo, beliscando e bebericando. A comida ficava pronta lá pelas 11 da noite.

Ninguém tinha pressa. Não é por acaso que a palavra comer tenha sentido duplo. O prazer de comer, mesmo, não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald's. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final. Bom seria se cozinha e sala de comer fossem integradas — os arquitetos que cuidem disso — para que os que vão comer pudessem participar também dos prazeres do cozinhar. Sábios são os japoneses que descobriram um jeito de pôr a cozinha em cima da mesa onde se come, de modo que cozinhar e comer ficam sendo uma mesma coisa. Pois é precisamente isto que é o sukiyaki, que fica mais gostoso se se usa kimono de samurai.

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas... Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças... Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida...


O texto acima foi publicado no jornal "Correio Popular", Campinas(SP), com o qual o educador e escritor colabora.

Rubem Alves: sua vida e sua obra estão em "Biografias".

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Carta do chefe Seatle


Quando escreveu esta carta, endereçada ao Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, em 1855; o chefe Seatle da tribo dos Duwamish, nunca imaginaria que ela se tornaria atual até os dias de hoje. Um dos mais belos e magníficos discursos em defesa do meio ambiente já escrito, a carta, era uma resposta a oferta feita pelo Presidente Franklin Pierce, para compra das terras dos Duwamish, oferecendo em troca uma nova reserva. Os índios Duwamish habitavam a região onde hoje se encontra o Estado americano Washington , no extremo Noroeste dos Estados Unidos, divisa com o Canadá, logo acima dos Estados de Montana, Idaho e Oregon e era considerado um paraíso na terra. A carta original encontra-se na "University of Washington Special Collection".


A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.
Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.
Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa
nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo,
é sagrado na memória e na experiência de meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória
e a experiência do meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias
do homem vermelho.

Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando
vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra,
pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da Terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo,
a grande águia, estes são nossos irmãos.
Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei,
e o homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que
quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós.

O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar
onde poderemos viver confortavelmente.
Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra.
Mas não vai ser fácil.
Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não é
simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais.
Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que
ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais.
Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que
ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada
e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas
da vida de meu povo.
O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.

Os rios nossos irmãos saciam nossa sede.
Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças.
Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de
ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês,
e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo
carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho
que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa.
A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence,
segue em frente.
Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa.
Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.
O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos
são esquecidos.
Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como
coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes.
Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei.
Nossas maneiras são diferentes das suas.
A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho.
Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.
Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco.
Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou
o ruído das asas de um inseto.
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo.
A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.
E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário
de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e
o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou
perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas
compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem,
todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira.
Como um moribundo há dias esperando a morte,
ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar
é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos
com toda a vida que ele sustenta.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada,
como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento
que é adoçado pelas flores da campina.

Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco
deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo
homem branco que os matou da janela de um trem que passava.

Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma
pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos
para ficarmos vivos.

O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria
de uma grande solidão do espírito.
Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.
Todas as coisas estão ligadas.

Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés
é as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra
é rica com as vidas de nossos parentes.
Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos,
que a Terra é nossa mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra.
Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.

Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem –
o homem pertence à Terra.
Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de
amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.
Podemos ser irmãos, afinal de contas.
Veremos.
De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia
descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam
possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com
o homem vermelho quanto para com o branco.
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo
por seu criador.
Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.
Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade,
queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum
propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra
e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os
búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos
secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista
das montanhas maduras manchadas por fios que falam.
Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.
O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”


Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976.

Filme sobre agricultura familiar com dados estatísticos

Filme sobre agricultura familiar com dados estatísticos


O Cio da Terra - letra e filme



O Cio da Terra - Letra

Chico Buarque
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão

Música " Cio da terra" de Milton Nascimento e Chico buarque

Homenagem ao homem do campo - Dia 28 de julho - Dia do agricultor

Filme sobre agricultura familiar


Filme sobre agricultura familiar

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Receita de bolo de chocolate com creme de morango sem lactose

Peguei esta receita em um site de receitas sem lactose.
O site é http://www.semlactose.com.br/ e é muito bom, pois além das receitas tráz dicas e atualidades sobre a intolerancia ao leite.
No momento o site está fora do ar.
Eu consegui salvar algumas receitas, entre elas, esta do bolo de chocolate com creme de morango.
Fiz na páscoa.
O bolo foi aprovadissímo pela minha filha de 4 anos, que tem intolerncia a lactose.
Fizemos o bolo e ela mesma confeitou. A foto do site está mais bonita, porém não consegui baixa-la.
Estou postando as fotos feitas por nós, em casa.
Cortei o bolo em vários pedaços e congelei. Descongela muito bem, mantendo o sabor e ficando com uma consistencia um pouco mais molhada.


Bolo de chocolate com morango sem lactose

A receita original não tem o confeito colorido, mas como tinha
em casa resolvemos coloca-lo


Minha filha de 4 anos confeitou o bolo

Bolo naiff

Detalhe do bolo

 Segue aqui a matéria do site com a receita.

Bolo de chocolate, creme e morangos … sem leite? Esta é uma receita ótima e pode ser usada não só para festinhas de aniversário como para as festas de final de ano. Crianças e adultos vão se deliciar, com certeza!

INGREDIENTES PARA O BOLO
4 ovos
½ xícara (chá) de óleo (100 ml)
¼ xícara (chá) de cacau em pó (40 g)
¼ xícara (chá) de SupraSoy sem lactose (32 g)
1 ½ xícara (chá) de açúcar (240 g)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo (240 g)
1 colher (sopa) de fermento em pó
200 ml de água quente (1 xícara de chá)

RECHEIO
½ xícara (chá) de SupraSoy sem lactose (65 g)
500 ml de água
4 gemas passadas pela peneira
½ xícara (chá) de açúcar (80 g)
¼ xícara (chá) de amido de milho (25 g)
 1 colher (café) de essência de baunilha
500 g de morangos lavados

COBERTURA DE MARSHMALLOW
 4 claras (200 ml)
 2 xícaras (chá) de açúcar (320 g)

PREPARO

Faça o bolo: ligue o forno na temperatura média (180 graus) e unte e enfarinhe uma forma redonda para bolo de 23 cm de diâmetro. Misture em uma tigela os ovos com o óleo. Junte os ingredientes secos peneirados e misture bem. Acrescente a água quente e mexa até ficar homogêneo. Transfira a mistura para a forma e leve para assar por cerca de 40 minutos ou até que ao espetar um palito no centro do bolo, este saia limpo. Deixe esfriar.
Enquanto o bolo assa, faça o recheio: misture o SupraSoy com a água em uma panela e leve para ferver. Bata as gemas junto com o açúcar e o amido de milho em uma vasilha até ficar esbranquiçado. Acrescente aos poucos o SupraSoy fervido à mistura de gemas, batendo sempre. Volte esse líquido para a panela e acrescente a essência de baunilha. Cozinhe em fogo baixo mexendo sempre por cerca de 10 minutos ou até obter um creme espesso. Coloque-o sobre um prato fundo, cubra com filme plástico e deixe esfriar.
Faça a cobertura: aqueça em banho-maria as claras junto com o açúcar mexendo sempre. Depois de aquecida, transfira essa mistura para uma batedeira e bata até ficar bem cremosa e com consistência de marshmallow (picos firmes).
Montagem: corte o bolo em 3 camadas. Espalhe por cima da primeira camada de bolo metade do recheio, espalhe por cima alguns morangos picados. Coloque a segunda camada de bolo por cima e espalhe o restante do recheio com os morangos (reserve alguns para a decoração).
Com uma espátula, espalhe o marshmallow no topo e nas laterais do bolo. Com as costas de uma colher faça a decoração em formato de redemoinhos ao redor do bolo. Decore com o restante dos morangos.Deixe em geladeira até a hora de servir.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Documentário - Zeitgeist


Documentário - A Ilha das Flores

Documentário - Lixo extraordinário

Sobre o lixão de Gramaxo ...

Documentário - Lixo extraordinário



Entrevista de Vik Muniz no Programa do Jô:


Documentário - A ilha das flores


10 Razões para se consumir alimentos localmente



Esta é uma versão de folheto distribuído nas feiras de fazendeiros e produtores locais na cidade de Nova Iorque, em novembro de 2009, que foi traduzido e adaptado para uma compreensão mais próxima da nossa realidade)

1 – O alimento produzido localmente tem mais sabor. O alimento transportado de uma localidade distante fica velho, em geral, vem em caminhões ou aviões e pode ter ficado armazenado em depósitos antes de chegar até você.

2 – O alimento produzido localmente é melhor para você. Se o tempo de transporte for menor entre a fazenda que produziu o alimento e a chegada até a sua mesa, menor será a possibilidade de perda de nutrientes do seu alimento.

3 – O alimento produzido localmente preserva a diversidade genética. No sistema da moderna agricultura, plantas são escolhidas pela sua capacidade de amadurecer em uniformidade, sobreviver à embalagem, resistir muito tempo nas estantes – processo que limita a diversidade genética da produção agrícola. Pequenos fazendeiros locais, em contraste, conseguem produzir muitas variedades de produtos e tem uma colheita mais longa, o que propicia uma multiplicidade de cores e sabores.

4 – O alimento produzido localmente é mais seguro. Pequenos fazendeiros locais não são anônimos e são responsáveis diretamente diante do seu cliente e consumidor.

5 – O alimento produzido localmente sustenta famílias que moram nas localidades. Preços que fazendeiros ou produtores conseguem no atacado são, em geral, muito baixos e se aproximam do custo da produção. Pequenos fazendeiros locais que vendem diretamente ao consumidor eliminam o intermediário e recebem pelo preço de um produto no varejo – processo que o ajuda a manter famílias residindo na área rural e trabalhando na terra.

6 – O alimento produzido localmente constrói a comunidade. Quando você compra alimentos diretamente de um fazendeiro, você está se envolvendo em uma relação de respeito e responsabilidade entre o cliente e o produtor.

7 – O alimento produzido localmente preserva espaços. Quando fazendeiros são pagos corretamente pelos seus produtos, eles têm menos interesse em vender suas terras. Quando você compra alimento produzido localmente, você está tendo uma ação proativa com o objetivo de preservar a paisagem agrícola do seu município ou do seu estado.

8 – O alimento produzido localmente mantem impostos mais baixos. De acordo com vários estudos, fazendas contribuem mais para o pagamento de impostos e taxas do que requerem de serviços; ao contrário de outras atividades econômicas que contribuem menos para impostos e taxas que os custos que precisam para desenvolverem seus diferentes serviços.

9 – O alimento produzido localmente beneficia o meio-ambiente e a vida selvagem. Fazendas bem administradas conservam o solo fértil e a água limpa para suas comunidades. O espaço em torno destas fazendas é uma colcha de retalho de campos, florestas, lagos e construções que permitem o habitat para a vida selvagem.

10 – O alimento produzido localmente é um investimento para o futuro.
Ao ajudar fazendeiros locais hoje, você estará ajudando a assegurar que existirão fazendas em sua comunidade no futuro.

“With an Ear to the Ground” by Vern Grubinger
(Burlington, Northeast Sustainable Agriculture Research and Education 1999)

Retirado de:
http://www.territoriosemrede.com.br/25/01/2010/10-razoes-para-se-comprar-alimento-localmente/

Novo conceito sobre Agricultura familiar

O governo decidiu alterar o conceito de AGRICULTURA FAMILIAR para ampliar os benefícios oficiais ao segmento. O Ministério da Fazenda permitirá o enquadramento de famílias "com um ou dois membros" cujas atividades "não-agrícolas" sejam exercidas fora do estabelecimento rural. Hoje, a lei prevê que a mão de obra empregada na propriedade seja "predominantemente" da própria família.
A medida para permitir a chamada "pluriatividade" foi anunciada ontem, em audiência no Senado, pelo secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt. A alteração fará parte da reforma do Manual de Crédito Rural (MCR), antecipada pelo Valor em meados de maio. O MCR está em vigor há quase meio século. A última revisão das normas ocorreu em 1980.
O conceito de AGRICULTURA FAMILIAR inclui atualmente o limite de quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares, segundo o município), maior parte da renda originada da propriedade, além de condução pessoal do negócio. "A simplificação das normas vai ajudar muito o pequeno produtor", disse Bittencourt aos senadores da Comissão de Agricultura.
O governo também resolveu alterar as regras do MCR para eliminar as "diversas limitações" que impedem hoje um agricultor familiar enquadrado em determinado grupo de acessar recursos destinados a outro conjunto de produtores. "O manual será uma única resolução e a partir daí será a principal, mas não a única, legislação para o crédito rural", afirmou o secretário-adjunto. "Hoje, é um depósito de todas normas, com resoluções, leis, circulares, um apanhado de 85% normas do crédito rural que são alteradas pelo CMN".
As alterações no MCR também limitarão o endividamento de produtores familiares em operações de custeio e investimento. Haverá limites específicos para risco assumido pelas instituições financeiras e o chamado "risco da União".
Hoje, a União tem operado mais com subsídios aos juros das operações e deixado de assumir riscos financeiros. Os bancos têm emprestados R$ 44 bilhões das chamadas exigibilidades, percentual dos depósitos à vista que são obrigados a emprestar ao setor rural. Hoje, as exigibilidades estão em 29%. Até o ano-safra 2014/15, voltará a 25%. "As operações hoje são a maioria de risco bancário, o que torna mais difícil novas renegociações de dívidas", disse Gilson Bittencourt. "Em qualquer intervenção do governo nesse processo, há necessidade de pagamento adicional".
O novo Plano de Safra 2011/12 prevê R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial e outros R$ 16 bilhões aos produtores familiares. Nas novas regras, o governo incluirá tratamento especial a dois grupos de agricultores familiares: os assentados da reforma agrária e os agricultores de baixa renda. Haverá a unificação das linhas e dos prazos máximos de reembolso das diversas linhas de investimento.
O PRONAF Investimento será somado ao programa Mais Alimentos. O governo também estenderá aos familiares a renovação anual simplificada das operações de crédito para "agilizar e reduzir" os custos. "Na medida em que, a cada ano, o produtor vá pagando, o limite vá se abrindo e ele não precise trazer toda a documentação ao banco", afirmou

Maria Elena Turpin
Ação Fome Zero
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 187, 10º Andar,
São Paulo/SP - 01403-001
Fone: (11) 3569-6016 / Fax: (11) 3256-3928
Fonte: http://www.linearclipping.com.br/CONAB/m_stca_detalhe_noticia.asp?cd_sistema=26&cd_noticia=1716845

Livro de receitas que eu super indico

O livro "Autentica cozinha vegetariana" é a bíblia utilizada pela minha família a mais de 10 anos.
Desde que a minha mãe ganhou este livro de aniversário, houve uma revolução na gastronomia da casa. Nele contém uma enorme variedade de receitas, todas ricamente ilustradas e exemplificadas em um passo a passo muito simples de seguir.
Atualmente é dificil de encontra-lo, mas nada que uma busca rápida na internet não resolva.
Recomendo... Fica aqui a dica.

Prosperar - programa que financia e desenvolve a agroindustria familiar





A agroindústria Mistura fina é oriunda do programa Prosperar através da Emater-Rio e da Emater-Nova Friburgo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Documentário: A fantasia acabou- Saiba de onde vem a sua comida.

Documentário alerta sobre a vida e a morte dos animais que chegam a nossa mesa.
Depois de ver este e outro documentários, ando comendo cada vez menos carne.
Aqui na roça temos mais opções... nossos animais são felizes e respeitados até na morte.
Para as pessoas que vivem em grandes cidades entendo que seja mais difícil parar de comer todas as carnes, beber o leite, comer o queijo...
E, se formos pensar no que levam os vegetais que comemos, não nos sobrará muito para levar para a nossa mesa.
De qualquer forma achei interessante postar este documentário. Consuma consientemente.
Temos a opção de escolher o que vamos colocar na mesa de nossos filhos.
Desculpem pelo conteúdo do filme ser tão pesado... a minha intensão não é chocar...chocando..

Documentário: Terráqueos


Documentário: "o veneno está na mesa" - sobre os agrotóxicos

Recebi este documentário por email e resolvi compartilhar...
Sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil e as suas conseguencias....







Documentário: "o veneno está na mesa" - sobre os agrotóxicos

Recebi este documentário por email e resolvi compartilhar...
Sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil e as suas conseguencias....







terça-feira, 2 de agosto de 2011

Receita - Bolo de laranja feito com a casca


Bolo de Laranja
Bolo de laranja: foto meramente ilustrativa

Ingredientes para a massa:
6 ovos
3 xícaras de açúcar                        
4 xícaras de farinha de trigo
1 ½ xícara de oleo
2 laranjas separar a casca, retirar as sementes e cortar a parte branca central da laranja
1 col. De sopa de fermento

Ingredientes para a calda:
3 laranjas (pode colocar um pouco de limão para ficar azedinha)
Açúcar à gosto
Deixe no fogo alto até o ponto engrossar

Modo de Preparo:
Escaldar as cascas 3 vezes ou até perder o amargo.
Em um liquidificador, coloque os ovos, o azeite, e as laranjas e a CASCA. Bata durante 5 minutos.
Passe para uma bacia e adicione o açúcar e a farinha. Mexa bem. Adicione o fermento. Mexa novamente. Coloque em uma fôrma untada e polvilhada com açúcar. Leve ao forno pré-aquecido por entre 30 e 45 minutos.
Enquanto isso, faça a calda. Esprema as 3 laranjas, adoce o suco e leve ao fogo. Ferva em fogo baixo ate engrossar.
Ao retirar o bolo do forno, derrame a calda morna sobre ele.
Espere esfriar e está pronto.

Fonte da foto:http://www.culturamix.com/saude/culinaria/bolo-de-laranja


checklist boas práticas na fabricaçao de alimentos


LISTA DE VERIFICAÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO EM
ESTABELECIMENTOS PRODUTORES / INDUSTRIALIZADORES DE
ALIMENTOS
NÚMERO: / ANO
A – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
1-RAZÃO SOCIAL:
2-NOME DE FANTASIA:
3-ALVARÁ/LICENÇA SANITÁRIA:
4- INSCRIÇÃO ESTADUAL / MUNICIPAL:
5-CNPJ / CPF:
6-FONE: 7-FAX:
8-E - mail:
9-ENDEREÇO (Rua/Av.) :            10-Nº:                   11-Compl.:
12-BAIRRO: 13- MUNICÍPIO:     14-UF:          15-CEP:
16-RAMO DE ATIVIDADE: 17- PRODUÇÃO MENSAL:
18 – NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS: 19 - NÚMERO DE TURNOS:
20-CATEGORIA DE PRODUTOS:
Descrição da Categoria:
21-RESPONSÁVEL TÉCNICO:
22 - FORMAÇÃO ACADÊMICA:
23-RESPONSÁVEL LEGAL / PROPRIETÁRIO DO ESTABELECIMENTO:
24- MOTIVO DA INSPEÇÃO:
( ) SOLICITAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA
( ) COMUNICAÇÃO DO INÍCIO DE FABRICAÇÃO DE PRODUTO DISPENSADO
DA OBRIGATORIEDADE DE REGISTRO
( ) SOLICITAÇÃO DE REGISTRO
( ) PROGRAMAS ESPECÍFICOS DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
( ) VERIFICAÇÃO OU APURAÇÃO DE DENÚNCIA
( ) INSPEÇÃO PROGRAMADA
( ) REINSPEÇÃO
( ) RENOVAÇÃO DE LICENÇA SANITÁRIA
( ) RENOVAÇÃO DE REGISTRO
( ) OUTROS
1. EDIFICAÇÃO E INSTALAÇÕES:
1.1 ÁREA EXTERNA:
1.1.1
Área externa livre de focos de insalubridade, de objetos em
desuso ou estranhos ao ambiente, de vetores e outros animais
no pátio e vizinhança; de focos de poeira; de acúmulo de lixo
nas imediações, de água estagnada, dentre outros.
1.1.2Vias de acesso interno com superfície dura ou pavimentada,
adequada ao trânsito sobre rodas, escoamento adequado e
limpas
1.2 ACESSO:
1.2.1 Direto, não comum a outros usos ( habitação).
1.3 ÁREA INTERNA:
1.3.1 Área interna livre de objetos em desuso ou estranhos ao
ambiente.
1.4 PISO:
1.4.1 Material que permite fácil e apropriada higienização (liso,
resistente, drenados com declive, impermeável e outros).
1.4.2 Em adequado estado de conservação (livre de defeitos,
rachaduras, trincas, buracos e outros).
1.4.3 Sistema de drenagem dimensionado adequadamente, sem
acúmulo de resíduos. Drenos, ralos sifonados e grelhas
colocados em locais adequados de forma a facilitar o
escoamento e proteger contra a entrada de baratas, roedores
etc.
1.5 TETOS:
1.5.1 Acabamento liso, em cor clara, impermeável, de fácil limpeza
e, quando for o caso, desinfecção.
1.5.2 Em adequado estado de conservação (livre de trincas,
rachaduras, umidade, bolor, descascamentos e outros).
1.6 PAREDES E DIVISÓRIAS:
1.6.1 Acabamento liso, impermeável e de fácil higienização até uma
altura adequada para todas as operações. De cor clara.
1.6.2 Em adequado estado de conservação (livres de falhas,
rachaduras, umidade, descascamento e outros).
1.6.3 Existência de ângulos abaulados entre as paredes e o piso e
entre as paredes e o teto.
1.7 PORTAS:
1.7.1 Com superfície lisa, de fácil higienização, ajustadas aos
batentes, sem falhas de revestimento.
1.7.2Portas externas com fechamento automático (mola, sistema
eletrônico ou outro) e com barreiras adequadas para impedir
entrada de vetores e outros animais (telas milimétricas ou
outro sistema).
1.7.3 Em adequado estado de conservação (livres de falhas,
rachaduras, umidade, descascamento e outros).
1.8 JANELAS E OUTRAS ABERTURAS:
1.8.1 Com superfície lisa, de fácil higienização, ajustadas aos
batentes, sem falhas de revestimento.
1.8.2 Existência de proteção contra insetos e roedores (telas
milimétricas ou outro sistema).
1.8.3 Em adequado estado de conservação (livres de falhas,
rachaduras, umidade, descascamento e outros).
1.9 ESCADAS, ELEVADORES DE SERVIÇO, MONTACARGAS E ESTRUTURAS
AUXILIARES:
1.9.1 Construídos, localizados e utilizados de forma a não serem
fontes de contaminação.
1.9.2 De material apropriado, resistente, liso e impermeável, em
adequado estado de conservação.
1.10 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS E VESTIÁRIOS PARA OS MANIPULADORES:
1.10.1 Quando localizados isolados da área de produção, acesso
realizado por passagens cobertas e calçadas.
1.10.2 Independentes para cada sexo (conforme legislação
específica), identificados e de uso exclusivo para
manipuladores de alimentos.
1.10.3 Instalações sanitárias com vasos sanitários; mictórios e
lavatórios íntegros e em proporção adequada ao número de
empregados (conforme legislação específica).
1.10.4 Instalações sanitárias servidas de água corrente, dotadas
preferencialmente de torneira com acionamento automático
e conectadas à rede de esgoto ou fossa séptica.
1.10.5 Ausência de comunicação direta (incluindo sistema de
exaustão) com a área de trabalho e de refeições.
1.10.6 Portas com fechamento automático (mola, sistema
eletrônico ou outro).
1.10.7 Pisos e paredes adequadas e apresentando satisfatório
estado de conservação.
1.10.8 Iluminação e ventilação adequadas.
1.10.9 Instalações sanitárias dotadas de produtos destinados à
higiene pessoal: papel higiênico, sabonete líquido inodoro
anti-séptico ou sabonete líquido inodoro e anti-séptico,
toalhas de papel não reciclado para as mãos ou outro
sistema higiênico e Seguro para secagem.
1.10.10 Presença de lixeiras com tampas e com acionamento não
manual.
1.10.11 Coleta freqüente do lixo.
1.10.12 Presença de avisos com os procedimentos para lavagem das
mãos.
1.10.13 Vestiários com área compatível e armários individuais para
todos os manipuladores.
1.10.14 Duchas ou chuveiros em número suficiente (conforme
legislação específica), com água fria ou com água quente e
fria.
1.10.15 Apresentam-se organizados e em adequado estado de
conservação.
1.11 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS PARA VISITANTES E OUTROS:
1.11.1 Instaladas totalmente independentes da área de produção e
higienizados.
1.12 LAVATÓRIOS NA ÁREA DE PRODUÇÃO:
1.12.1Existência de lavatórios na área de manipulação com água
corrente, dotados preferencialmente de torneira com
acionamento automático, em posições adequadas em relação
ao fluxo de produção e serviço, e em número suficiente de
modo a atender toda a área de produção
1.12.2Lavatórios em condições de higiene, dotados de sabonete
líquido inodoro anti-séptico ou sabonete líquido inodoro e
anti-séptico, toalhas de papel não reciclado ou outro sistema
higiênico e seguro de secagem e coletor de papel acionados
sem contato manual.
1.13 ILUMINAÇÃO E INSTALAÇÃO ELÉTRICA:
1.13.1 Natural ou artificial adequada à atividade desenvolvida, sem
ofuscamento, reflexos fortes, sombras e contrastes excessivos.
1.13.2 Luminárias com proteção adequada contra quebras e em
adequado estado de conservação.
1.13.3 Instalações elétricas embutidas ou quando exteriores
revestidas por tubulações isolantes e presas a paredes e tetos.
1.14 VENTILAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO:
1.14.1 Ventilação e circulação de ar capazes de garantir o conforto
térmico e o ambiente livre de fungos, gases, fumaça, pós,
partículas em suspensão e condensação de vapores sem
causar danos à produção.
1.14.2Ventilação artificial por meio de equipamento(s)
higienizado(s) e com manutenção adequada ao tipo de
equipamento.
1.14.3 Ambientes climatizados artificialmente com filtros
adequados.
1.14.4 Existência de registro periódico dos procedimentos de
limpeza e manutenção dos componentes do sistema de
climatização (conforme legislação específica) afixado em local
visível.
1.14.5 Sistema de exaustão e ou insuflamento com troca de ar capaz
de prevenir contaminações.
1.14.6 Sistema de exaustão e ou insuflamento dotados de filtros
adequados.
1.14.7 Captação e direção da corrente de ar não seguem a direção
da área contaminada para área limpa.
1.15 HIGIENIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES:
1.15.1 Existência de um responsável pela operação de higienização
comprovadamente capacitado.
1.15.2 Freqüência de higienização das instalações adequada.
1.15.3 Existência de registro da higienização.
1.15.4 Produtos de higienização regularizados pelo Ministério da
Saúde.
1.15.5 Disponibilidade dos produtos de higienização necessários à
realização da operação.
1.15.6 A diluição dos produtos de higienização, tempo de contato e
modo de uso / aplicação obedecem às instruções
recomendadas pelo fabricante.
1.15.7 Produtos de higienização identificados e guardados em local
adequado.
1.15.8 Disponibilidade e adequação dos utensílios (escovas,
esponjas etc.) necessários à realização da operação. Em bom
estado de conservação.
1.15.9 Higienização adequada.
1.16 CONTROLE INTEGRADO DE VETORES E PRAGAS URBANAS:
1.16.1 Ausência de vetores e pragas urbanas ou qualquer evidência
de sua presença como fezes, ninhos e outros.
1.16.2 Adoção de medidas preventivas e corretivas com o objetivo
de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação de
vetores e pragas urbanas.
1.16.3 Em caso de adoção de controle químico, existência de
comprovante de execução do serviço expedido por empresa
especializada.
1.17 ABASTECIMENTO DE ÁGUA:
1.17.1 Sistema de abastecimento ligado à rede pública.
1.17.2 Sistema de captação própria, protegido, revestido e distante
de fonte de contaminação.
1.17.3 Reservatório de água acessível com instalação hidráulica
com volume, pressão e temperatura adequados, dotado de
tampas, em satisfatória condição de uso, livre de
vazamentos, infiltrações e descascamentos.
1.17.4 Existência de responsável comprovadamente capacitado
para a higienização do reservatório da água.
1.17.5 Apropriada freqüência de higienização do reservatório de
água.
1.17.6 Existência de registro da higienização do reservatório de
água ou comprovante de execução de serviço em caso de
terceirização.
1.17.7 Encanamento em estado satisfatório e ausência de
infiltrações e interconexões, evitando conexão cruzada entre
água potável e não potável.
1.17.8 Existência de planilha de registro da troca periódica do
elemento filtrante.
1.17.9 Potabilidade da água atestada por meio de laudos
laboratoriais, com adequada periodicidade, assinados por
técnico responsável pela análise ou expedidos por empresa
terceirizada.
1.17.10 Disponibilidade de reagentes e equipamentos necessários à
análise da potabilidade de água realizadas no
estabelecimento.
1.17.11 Controle de potabilidade realizado por técnico
comprovadamente capacitado.
1.17.12 Gelo produzido com água potável, fabricado, manipulado e
estocado sob condições sanitárias satisfatórias, quando
destinado a entrar em contato com alimento ou superfície
que entre em contato com alimento.
1.17.13 Vapor gerado a partir de água potável Quando utilizado em
contato com o alimento ou superfície que entre em contato
com o alimento
1.18 MANEJO DOS RESÍDUOS:
1.18.1 Recipientes para coleta de resíduos no interior do
estabelecimento de fácil higienização e transporte,
devidamente identificados e higienizados constantemente;
uso de sacos de lixo apropriados. Quando necessário,
recipientes tampados com acionamento não manual.
1.18.2 Retirada freqüente dos resíduos da área de processamento,
evitando focos de contaminação.
1.18.3 Existência de área adequada para estocagem dos resíduos.
1.19 ESGOTAMENTO SANITÁRIO:
1.19.1 Fossas, esgoto conectado à rede pública, caixas de gordura
em adequado estado de conservação e funcionamento.
1.20.1Leiaute adequado ao processo produtivo: número,
capacidade e distribuição das dependências de acordo com o
ramo de atividade, volume de produção e expedição.
1.20.2Áreas para recepção e depósito de matéria-prima,
ingredientes e embalagens distintas das áreas de produção,
armazenamento e expedição de produto final.
OBSERVAÇÕES:
2. EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS:
2.1 EQUIPAMENTOS:
2.1.1 Equipamentos da linha de produção com desenho e número
adequado ao ramo.
2.1.2 Dispostos de forma a permitir fácil acesso e higienização
adequada.
2.1.3Superfícies em contato com alimentos lisas, íntegras,
impermeáveis, resistentes à corrosão, de fácil higienização e
de material não contaminante.
2.1.4 Em adequado estado de conservação e funcionamento.
2.1.5Equipamentos de conservação dos alimentos (refrigeradores,
congeladores, câmaras frigoríficas e outros), bem como os
destinados ao processamento térmico, com medidor de
temperatura localizado em local apropriado e em adequado
funcionamento.
2.1.6 Existência de planilhas de registro da temperatura,
conservadas durante período adequado.
2.1.7 Existência de registros que comprovem que os equipamentos
e maquinários passam por manutenção preventiva.
2.1.8Existência de registros que comprovem a calibração dos
instrumentos e equipamentos de medição ou comprovante da
execução do serviço quando a calibração for realizada por
empresas terceirizadas.
2.2 MÓVEIS: (mesas, bancadas, vitrines, estantes)
2.2.1Em número suficiente, de material apropriado, resistentes,
impermeáveis; em adequado estado de conservação, com
superfícies íntegras.
2.2.2 Com desenho que permita uma fácil higienização (lisos, sem
rugosidades e frestas).
2.3 UTENSÍLIOS:
2.3.1 Material não contaminante, resistentes à corrosão, de
tamanho e forma que permitam fácil higienização: em
adequado estado de conservação e em número suficiente e
apropriado ao tipo de operação utilizada.
2.3.2 Armazenados em local apropriado, de forma organizada e
protegidos contra a contaminação.
2.4 HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E MAQUINÁRIOS, E DOS MÓVEIS E
UTENSÍLIOS:
2.4.1 Existência de um responsável pela operação de higienização
comprovadamente capacitado.
2.4.2 Freqüência de higienização adequada.
2.4.3 Existência de registro da higienização.
2.4.4 Produtos de higienização regularizados pelo Ministério da
Saúde.
2.4.5 Disponibilidade dos produtos de higienização necessários à
realização da operação.
2.4.6 Diluição dos produtos de higienização, tempo de contato e
modo de uso/aplicação obedecem às instruções recomendadas
pelo fabricante.
2.4.7 Produtos de higienização identificados e guardados em local
adequado.
2.4.8 Disponibilidade e adequação dos utensílios necessários à
realização da operação. Em bom estado de conservação.
2.4.9 Adequada higienização.
OBSERVAÇÕES:
3. MANIPULADORES:

3.1 VESTUÁRIO:
3.1.1 Utilização de uniforme de trabalho de cor clara, adequado à
atividade e exclusivo para área de produção.
3.1.2 Limpos e em adequado estado de conservação.
3.1.3Asseio pessoal: boa apresentação, asseio corporal, mãos
limpas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos (anéis,
pulseiras, brincos, etc.); manipuladores barbeados, com os
cabelos protegidos.
3.2 HÁBITOS HIGIÊNICOS:
3.2.1 Lavagem cuidadosa das mãos antes da manipulação de
alimentos, principalmente após qualquer interrupção e
depois do uso de sanitários.
3.2.2 Manipuladores não espirram sobre os alimentos, não cospem,
não tossem, não fumam, não manipulam dinheiro ou não
praticam outros atos que possam contaminar o alimento.
3.2.3 Cartazes de orientação aos manipuladores sobre a correta
lavagem das mãos e demais hábitos de higiene, afixados em
locais apropriados.
3.3 ESTADO DE SAÚDE:
3.3.1 Ausência de afecções cutâneas, feridas e supurações;
ausência de sintomas e infecções respiratórias,
gastrointestinais e oculares.
3.4 PROGRAMA DE CONTROLE DE SAÚDE:
3.4.1 Existência de supervisão periódica do estado de saúde dos
manipuladores.
3.4.2 Existência de registro dos exames realizados.
3.5 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL:
3.5.1 Utilização de Equipamento de Proteção Individual.
3.6 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DOS MANIPULADORES E SUPERVISÃO:
3.6.1 Existência de programa de capacitação adequado e contínuo
relacionado à higiene pessoal e à manipulação dos alimentos.
3.6.2 Existência de registros dessas capacitações.
3.6.3 Existência de supervisão da higiene pessoal e manipulação
dos alimentos.
3.6.4 Existência de supervisor comprovadamente capacitado.
OBSERVAÇÕES:
4. PRODUÇÃO E TRANSPORTE DO ALIMENTO:
4.1 MATÉRIA-PRIMA, INGREDIENTES E EMBALAGENS:
4.1.1 Operações de recepção da matéria-prima, ingredientes e
embalagens são realizadas em local protegido e isolado da
área de processamento.
4.1.2 Matérias – primas, ingredientes e embalagens inspecionados
na recepção.
4.1.3 Existência de planilhas de controle na recepção (temperatura
e características sensoriais, condições de transporte e outros).
4.1.4 Matérias-primas e ingredientes aguardando liberação e
aqueles aprovados estão devidamente identificados.
4.1.5 Matérias-primas, ingredientes e embalagens reprovados no
controle efetuado na recepção são devolvidos imediatamente
ou identificados e armazenados em local separado.
4.1.6 Rótulos da matéria-prima e ingredientes atendem à
legislação.
4.1.7 Critérios estabelecidos para a seleção das matérias-primas
são baseados na Segurança do alimento.
4.1.8 Armazenamento em local adequado e organizado; sobre
estrados distantes do piso, ou sobre paletes, bem conservados
e limpos, ou sobre outro sistema aprovado, afastados das
paredes e distantes do teto de forma que permita apropriada
higienização, iluminação e circulação de ar.
4.1.9 Uso das matérias-primas, ingredientes e embalagens respeita
a ordem de entrada dos mesmos, sendo observado o prazo de
validade.
4.1.10 Acondicionamento adequado das embalagens a serem
utilizadas.
4.1.11 Rede de frio adequada ao volume e aos diferentes tipos de
matérias-primas e ingredientes.
4.2 FLUXO DE PRODUÇÃO:
4.2.1 Locais para pré - preparo ("área suja") isolados da área de
preparo por barreira física ou técnica.
4.2.2 Controle da circulação e acesso do pessoal.
4.2.3 Conservação adequada de materiais destinados ao
reprocessamento.
4.2.4 Ordenado, linear e sem cruzamento.
4.3 ROTULAGEM E ARMAZENAMENTO DO PRODUTO-FINAL:
4.3.1 Dizeres de rotulagem com identificação visível e de acordo
com a legislação vigente.
4.3.2 Produto final acondicionado em embalagens adequadas e
íntegras.
4.3.3
Alimentos armazenados separados por tipo ou grupo, sobre
estrados distantes do piso, ou sobre paletes, bem conservados
e limpos ou sobre outro sistema aprovado, afastados das
paredes e distantes do teto de forma a permitir apropriada
higienização, iluminação e circulação de ar.
4.3.4 Ausência de material estranho, estragado ou tóxico.
4.3.5 Armazenamento em local limpo e conservado
4.3.6 Controle adequado e existência de planilha de registro de
temperatura, para ambientes com controle térmico.
4.3.7 Rede de frio adequada ao volume e aos diferentes tipos de
alimentos.
4.3.8 Produtos avariados, com prazo de validade vencido,
devolvidos ou recolhidos do mercado devidamente
identificados e armazenados em local separado e de forma
organizada.
4.3.9 Produtos finais aguardando resultado analítico ou em
quarentena e aqueles aprovados devidamente identificados.
4.4 CONTROLE DE QUALIDADE DO PRODUTO FINAL:
4.4.1 Existência de controle de qualidade do produto final.
4.4.2 Existência de programa de amostragem para análise
laboratorial do produto final.
4.4.3Existência de laudo laboratorial atestando o controle de
qualidade do produto final, assinado pelo técnico da empresa
responsável pela análise ou expedido por empresa terceirizada.
4.4.4 Existência de equipamentos e materiais necessários para análise
do produto final realizadas no estabelecimento.
4.5 TRANSPORTE DO PRODUTO FINAL:
4.5.1 Produto transportado na temperatura especificada no rótulo.
4.5.2Veículo limpo, com cobertura para proteção de carga. Ausência
de vetores e pragas urbanas ou Qualquer evidência de sua
presença como fezes, ninhos e outros.
4.5.3 Transporte mantém a integridade do produto.
4.5.4 Veículo não transporta outras cargas que comprometam a
segurança do produto.
4.5.5Presença de equipamento para controle de temperatura quando
se transporta alimentos que necessitam de condições especiais
de conservação.
OBSERVAÇÕES:
5. DOCUMENTAÇÃO :
5.1 MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO:
5.1.1 Operações executadas no estabelecimento estão de acordo com
o Manual de Boas Práticas de Fabricação.
5.2 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRONIZADOS:
5.2.1 Higienização das instalações, equipamentos e utensílios:
5.2.1.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.1.2 POP descrito está sendo cumprido.
5.2.2 Controle de potabilidade da água:
5.2.2.1 Existência de POP estabelecido para controle de potabilidade
da água.
5.2.2.2 POP descrito está sendo cumprido.
5.2.3 Higiene e saúde dos manipuladores:
5.2.3.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.3.2 POP descrito está sendo cumprido.
5.2.4 Manejo dos resíduos:
5.2.4.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.4.2 O POP descrito está sendo cumprido.
5.2.5 Manutenção preventiva e calibração de equipamentos.
5.2.5.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.5.2 O POP descrito está sendo cumprido.
5.2.6 Controle integrado de vetores e pragas urbanas:
5.2.6.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.6.2 O POP descrito está sendo cumprido.
5.2.7 Seleção das matérias-primas, ingredientes e embalagens:
5.2.7.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.7.2 O POP descrito está sendo cumprido.
5.2.8 Programa de recolhimento de alimentos:
5.2.8.1 Existência de POP estabelecido para este item.
5.2.8.2 O POP descrito está sendo cumprido.
OBSERVAÇÕES:
C – CONSIDERAÇÕES FINAIS
D – CLASSIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO
Compete aos órgãos de vigilância sanitária estaduais e distrital, em articulação com o
órgão competente no âmbito federal, a construção do panorama sanitário dos
estabelecimentos produtores / industrializadores de alimentos, mediante sistematização
dos dados obtidos nesse item. O panorama sanitário será utilizado como critério para
definição e priorização das estratégias institucionais de intervenção.
( ) GRUPO 1 - 76 A 100% de atendimento dos itens
( ) GRUPO 2 - 51 A 75% de atendimento dos itens
( ) GRUPO 3 - 0 A 50% de atendimento dos itens
E – RESPONSÁVEIS PELA INSPEÇÃO
___________________________________
Nome e assinatura do responsável
Matrícula:
__________________________________
Nome e assinatura do responsável Matrícula:
F – RESPONSÁVEL PELA EMPRESA
______________________________________
Nome e assinatura do responsável pelo estabelecimento
LOCAL:
DATA: _____ / _____ / _____
(*) NA: Não se aplica

Guaraná - Globo Repórter






Desperdício de alimentos - Globo Repórter