"O melhor da gastronomia embalado para viagem."

... Cozinhar é também fazer poesia. É abrir ouvidos, olhos, boca e nariz para perceber o que faz sentido entre temperos e medidas. É entrar neste estado de coisas latentes e cavar o silêncio....
Juliana Venturelli

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Carta do chefe Seatle


Quando escreveu esta carta, endereçada ao Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, em 1855; o chefe Seatle da tribo dos Duwamish, nunca imaginaria que ela se tornaria atual até os dias de hoje. Um dos mais belos e magníficos discursos em defesa do meio ambiente já escrito, a carta, era uma resposta a oferta feita pelo Presidente Franklin Pierce, para compra das terras dos Duwamish, oferecendo em troca uma nova reserva. Os índios Duwamish habitavam a região onde hoje se encontra o Estado americano Washington , no extremo Noroeste dos Estados Unidos, divisa com o Canadá, logo acima dos Estados de Montana, Idaho e Oregon e era considerado um paraíso na terra. A carta original encontra-se na "University of Washington Special Collection".


A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.
Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.
Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa
nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo,
é sagrado na memória e na experiência de meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória
e a experiência do meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias
do homem vermelho.

Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando
vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra,
pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da Terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo,
a grande águia, estes são nossos irmãos.
Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei,
e o homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que
quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós.

O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar
onde poderemos viver confortavelmente.
Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra.
Mas não vai ser fácil.
Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não é
simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais.
Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que
ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais.
Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que
ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada
e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas
da vida de meu povo.
O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.

Os rios nossos irmãos saciam nossa sede.
Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças.
Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de
ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês,
e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo
carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho
que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa.
A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence,
segue em frente.
Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa.
Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.
O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos
são esquecidos.
Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como
coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes.
Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei.
Nossas maneiras são diferentes das suas.
A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho.
Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.
Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco.
Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou
o ruído das asas de um inseto.
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo.
A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.
E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário
de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e
o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou
perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas
compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem,
todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira.
Como um moribundo há dias esperando a morte,
ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar
é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos
com toda a vida que ele sustenta.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada,
como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento
que é adoçado pelas flores da campina.

Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco
deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo
homem branco que os matou da janela de um trem que passava.

Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma
pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos
para ficarmos vivos.

O que é o homem sem os animais?
Se todos os animais acabassem, o homem morreria
de uma grande solidão do espírito.
Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.
Todas as coisas estão ligadas.

Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés
é as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra
é rica com as vidas de nossos parentes.
Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos,
que a Terra é nossa mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra.
Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.

Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem –
o homem pertence à Terra.
Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de
amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.
Podemos ser irmãos, afinal de contas.
Veremos.
De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia
descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam
possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com
o homem vermelho quanto para com o branco.
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo
por seu criador.
Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.
Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade,
queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum
propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra
e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os
búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos
secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista
das montanhas maduras manchadas por fios que falam.
Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.
O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”


Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976.

Filme sobre agricultura familiar com dados estatísticos

Filme sobre agricultura familiar com dados estatísticos


O Cio da Terra - letra e filme



O Cio da Terra - Letra

Chico Buarque
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão

Música " Cio da terra" de Milton Nascimento e Chico buarque

Homenagem ao homem do campo - Dia 28 de julho - Dia do agricultor

Filme sobre agricultura familiar


Filme sobre agricultura familiar

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Receita de bolo de chocolate com creme de morango sem lactose

Peguei esta receita em um site de receitas sem lactose.
O site é http://www.semlactose.com.br/ e é muito bom, pois além das receitas tráz dicas e atualidades sobre a intolerancia ao leite.
No momento o site está fora do ar.
Eu consegui salvar algumas receitas, entre elas, esta do bolo de chocolate com creme de morango.
Fiz na páscoa.
O bolo foi aprovadissímo pela minha filha de 4 anos, que tem intolerncia a lactose.
Fizemos o bolo e ela mesma confeitou. A foto do site está mais bonita, porém não consegui baixa-la.
Estou postando as fotos feitas por nós, em casa.
Cortei o bolo em vários pedaços e congelei. Descongela muito bem, mantendo o sabor e ficando com uma consistencia um pouco mais molhada.


Bolo de chocolate com morango sem lactose

A receita original não tem o confeito colorido, mas como tinha
em casa resolvemos coloca-lo


Minha filha de 4 anos confeitou o bolo

Bolo naiff

Detalhe do bolo

 Segue aqui a matéria do site com a receita.

Bolo de chocolate, creme e morangos … sem leite? Esta é uma receita ótima e pode ser usada não só para festinhas de aniversário como para as festas de final de ano. Crianças e adultos vão se deliciar, com certeza!

INGREDIENTES PARA O BOLO
4 ovos
½ xícara (chá) de óleo (100 ml)
¼ xícara (chá) de cacau em pó (40 g)
¼ xícara (chá) de SupraSoy sem lactose (32 g)
1 ½ xícara (chá) de açúcar (240 g)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo (240 g)
1 colher (sopa) de fermento em pó
200 ml de água quente (1 xícara de chá)

RECHEIO
½ xícara (chá) de SupraSoy sem lactose (65 g)
500 ml de água
4 gemas passadas pela peneira
½ xícara (chá) de açúcar (80 g)
¼ xícara (chá) de amido de milho (25 g)
 1 colher (café) de essência de baunilha
500 g de morangos lavados

COBERTURA DE MARSHMALLOW
 4 claras (200 ml)
 2 xícaras (chá) de açúcar (320 g)

PREPARO

Faça o bolo: ligue o forno na temperatura média (180 graus) e unte e enfarinhe uma forma redonda para bolo de 23 cm de diâmetro. Misture em uma tigela os ovos com o óleo. Junte os ingredientes secos peneirados e misture bem. Acrescente a água quente e mexa até ficar homogêneo. Transfira a mistura para a forma e leve para assar por cerca de 40 minutos ou até que ao espetar um palito no centro do bolo, este saia limpo. Deixe esfriar.
Enquanto o bolo assa, faça o recheio: misture o SupraSoy com a água em uma panela e leve para ferver. Bata as gemas junto com o açúcar e o amido de milho em uma vasilha até ficar esbranquiçado. Acrescente aos poucos o SupraSoy fervido à mistura de gemas, batendo sempre. Volte esse líquido para a panela e acrescente a essência de baunilha. Cozinhe em fogo baixo mexendo sempre por cerca de 10 minutos ou até obter um creme espesso. Coloque-o sobre um prato fundo, cubra com filme plástico e deixe esfriar.
Faça a cobertura: aqueça em banho-maria as claras junto com o açúcar mexendo sempre. Depois de aquecida, transfira essa mistura para uma batedeira e bata até ficar bem cremosa e com consistência de marshmallow (picos firmes).
Montagem: corte o bolo em 3 camadas. Espalhe por cima da primeira camada de bolo metade do recheio, espalhe por cima alguns morangos picados. Coloque a segunda camada de bolo por cima e espalhe o restante do recheio com os morangos (reserve alguns para a decoração).
Com uma espátula, espalhe o marshmallow no topo e nas laterais do bolo. Com as costas de uma colher faça a decoração em formato de redemoinhos ao redor do bolo. Decore com o restante dos morangos.Deixe em geladeira até a hora de servir.