"O melhor da gastronomia embalado para viagem."

... Cozinhar é também fazer poesia. É abrir ouvidos, olhos, boca e nariz para perceber o que faz sentido entre temperos e medidas. É entrar neste estado de coisas latentes e cavar o silêncio....
Juliana Venturelli

sábado, 10 de março de 2012

Banana passa - Consumo interno...




Banana passa produzida no Sitio Abaetetuba




Bem estar animal

Programas exibidos no Globo Rural. Muito interessante. Segue o principio da permacultura...





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Como defumar alimentos - filme bem explicativo..

Farinha de mandioca



Farinha de mandioca do Sitio Abaetetuba - Apenas consumo interno!!!


Ralando a mandioca

Prensa

Prensagem
Tirando da prensa



Açafrão usado para corar a farinha


Torrando...

Torrando



Farinha de mandioca torrada


Morangos do sitio

Morango orgânico

Plantação de morango organico em túnel baixo


Túnel aberto
Área em descanço com adubação verde (nabo forrageiro e mucuna)
Morangos, aí que sabor....








Morangos imensos e saborosos...







O maior morango tinha 39 g!!!

Doença que abateu o morango: Nematódio...


Estavamos no auge da colheita do morango. Colhendo 40 kg por semana quando uma estanha doença acometeu a plantação.
Mandamos para a análise mas a resposta foi muito demorada (25 dias).
Quando soubemos qual era a doença era tarde demais para combate-la.
Tinhamos o remédio em casa, mas custamos muito a identificar qual era a patologia.
Perdemos as mil mudas.
Estamos plantando feijão na estufa agora, para a terra descansar.
Também estamos tratando a terra, por causa dos nematódios.
As novas mudas já foram encomendadas. Devem chegar em maio.
Desta vez vamos estar um pouco mais bem preparados....

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O Profeta - Kahlil Gibran Tesouro Literatura Espiritualista

Tesouro da literatura... fonte de inspiração..


Trechos de "O Profeta"
Em seu livro "O Profeta", Khalil Gibran conta a história de Al-Mustafá, um homem que retorna à sua terra. Os habitantes da aldeia onde ficou todos estes anos pedem que ensine o que aprendeu.
A seguir, alguns dos trechos (editados) deste clássico do século XX:

O matrimônio

Vocês nasceram juntos, e juntos estarão mesmo quando as asas brancas da morte terminem com seus dias - porque continuarão unidos na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaço entre os dois. Que o vento dos céus possa passar entre seus corpos.
Amem, mas não transformem o amor em uma atadura.
Que um encha o copo do outro, mas que jamais bebam do mesmo copo.
Cantem e dancem, estejam alegres, mas que cada um mantenha sua independência; as cordas de um alaúde estão sozinhas, embora vibrem com a mesma música.
Entreguem o seu coração, mas não para que seu companheiro o possua - porque só a mão da Vida pode conter corações inteiros.
Estejam juntos, mas não demasiado juntos - porque os pilares de um templo estão separados.
O carvalho não cresce à sombra do cipreste, e o cipreste não consegue crescer à sombra do carvalho.

Os filhos
Seus filhos não são seus filhos; são filhos e filhas da vida. Vieram através de vocês, mas não lhe pertencem.
Podem dar seu amor, mas não seus pensamentos - porque eles tem seus próprios sonhos.
Podem proteger seus corpos, mas não suas almas - porque suas almas habitam na casa do amanhã, que mesmo em sonho vocês não podem visitar.
Podem tentar ser como eles, mas não tentem fazer com que se comportem como vocês; porque a vida não retrocede, nem se deixa seduzir pelo dia de ontem.
Vocês são o arco onde seus filhos, como flechas vivas, são impulsionados para adiante; deixem que a mão do Arqueiro trabalhe, porque assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco, que permanece estável.

O amor
Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.
E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.
E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.
Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.
Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir mas sem toda alegria, e poderão chorar mas sem usar todas as lágrimas.
O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído - porque ele se basta.
E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.

Fonte: http://warriorofthelight.com/port/edi62_trec.shtml

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cebola





Ode à cebola - Pablo Neruda

Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.
Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.
Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.
Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona
e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.